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Na próxima segunda-feira, Fortaleza recebe mais um evento de vinhos. Dessa vez, o tema é menos conhecido e bem-vindo. Afinal, mesmo já presentes nas prateleiras locais, os vinhos verdes ainda confundem parte dos consumidores quanto ao seu diferencial.
O encontro, promovido pela Comissão de Viticultores da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), reunirá 11 produtores da região no Gran Marquise Hotel, das 10 horas à 13h30. Uma apresentação com prova comentada será conduzida pelo palestrante Paulo Elias, fundador da Associação Brasileira de Sommeliers-Fortaleza (ABS) e por Bruno Almeida, enólogo da Comissão dos Vinhos Verdes. Em seguida, acontece uma prova aberta e um almoço. Aproveitando o gancho, o C&B resolveu saber mais sobre esse tipo de vinho, com a ajuda de Bruno Almeida. Pra começo de conversa, não, eles não são verdes.
Têm esse nome por serem produzidos na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, região costeira geograficamente privilegiada para a fabricação de vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho, o local festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.
Vinhos verdes, porém, não são obrigatoriamente brancos, e sim majoritariamente. Na colheita de 2010, por exemplo, tintos e rosês representaram apenas 26% e 3% da produção em litros, respectivamente. Também destacam-se por serem vinhos jovens.
"Há outras regiões vitícolas com vinhos leves (pouco alcoólicos) e frescos (boa acidez). Outras se destacam pelo aroma dos vinhos, frutados ou florais. Mas a Região dos Vinhos Verdes é única por associar leveza e frescor aos aromas frutados", explica Bruno.
Tais características típicas resultam, por um lado, das características do solo e do clima da Região e, por outro, das peculiaridades de suas castas (variedades de uva) autóctones e formas de cultivo da vinha.
Com baixo teor alcoólico, os vinhos verdes são fáceis de beber e funcionam muito bem como aperitivos ou em harmonização com refeições leves, a exemplo de saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos do tipo.
Peculiaridades
Segundo Bruno, castas autóctones são aquelas que, ao longo dos séculos, foram se adaptando ao terroir da região (solo, clima, relevo etc). "Por isso, são consideram naturais do local, fazendo parte do seu patrimônio vegetativo e biológico", complementa.
"A Região dos Vinhos Verdes têm castas exclusivas como Alvarinho, Loureiro, Azal e Avesso (castas brancas), Vinhão, Padeiro e Espadeiro (castas tintas)", ressalta o enólogo.
Em relação às características naturais da região, o enólogo destaca o solo de profundidade baixa e textura arenosa a franco-arenosa, com acidez moderada a elevada.
Já o clima é frio e chuvoso no inverno e quente e seco no verão, com temperaturas amenas e sem grandes amplitudes térmicas.
O inverno traz ainda nebulosidade acentuada e grande umidade atmosférica. A região é recortada por vales de rios que constituem uma rede de penetração dos ventos oceânicos.
Consumo
Para Bruno, eventos como o encontro da próxima semana, em Fortaleza, são fundamentais para levar o vinho verde até os consumidores finais.
"É fundamental divulgar esse vinho único, de características muito refrescantes e, por isso, muito apropriado ao clima quente do Brasil, em particular do Ceará. O País é um mercado em crescimento e muito promissor", analisa o enólogo.
Nesse sentido, a CVRVV já desenvolve um trabalho interessante, com site bastante rico em informações. Lá é possível encontrar informações sobre a história da região, as tecnologias utilizadas e o enoturismo, entre outros assuntos.
Também há mecanismo de busca de marcas, uma loja virtual, receitas para harmonizações perfeitas, fotos, glossário e até uma biblioteca online.
Agora não vale mais fazer cara confusa quando passar por um vinho verde nas prateleiras. Afinal, eles vieram para ficar.
Serviço
Seminário e Prova de Vinhos Verdes. Dia 24/10, das 10h às 13h30, no Gran Marquise Hotel (Av. Beira Mar, 3980, Mucuripe). Com Paulo Elias, fundador da ABS-Fortaleza e Bruno Almeida, enólogo da Comissão dos Vinhos Verdes. Somente para convidados e profissionais do setor. Contato: (85) 4006-5000. Para mais informações, acesse www.vinhoverde.pt
ADRIANA MARTINS
REPÓRTER
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Segundo Bruno, castas autóctones são aquelas que, ao longo dos séculos, foram se adaptando ao terroir da região (solo, clima, relevo etc). "Por isso, são consideram naturais do local, fazendo parte do seu patrimônio vegetativo e biológico", complementa.
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Ainda pouco disseminados entre os consumidores cearenses, os vinhos verdes combinam perfeitamente com o clima quente do Estado, por serem frescos, leves e frutados. Na semana que vem, Fortaleza recebe um evento dedicado a essa bebida. Conheça mais sobre ela a seguir
Na próxima segunda-feira, Fortaleza recebe mais um evento de vinhos. Dessa vez, o tema é menos conhecido e bem-vindo. Afinal, mesmo já presentes nas prateleiras locais, os vinhos verdes ainda confundem parte dos consumidores quanto ao seu diferencial.
O encontro, promovido pela Comissão de Viticultores da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), reunirá 11 produtores da região no Gran Marquise Hotel, das 10 horas à 13h30. Uma apresentação com prova comentada será conduzida pelo palestrante Paulo Elias, fundador da Associação Brasileira de Sommeliers-Fortaleza (ABS) e por Bruno Almeida, enólogo da Comissão dos Vinhos Verdes. Em seguida, acontece uma prova aberta e um almoço. Aproveitando o gancho, o C&B resolveu saber mais sobre esse tipo de vinho, com a ajuda de Bruno Almeida. Pra começo de conversa, não, eles não são verdes.
Têm esse nome por serem produzidos na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, região costeira geograficamente privilegiada para a fabricação de vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho, o local festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.
Vinhos verdes, porém, não são obrigatoriamente brancos, e sim majoritariamente. Na colheita de 2010, por exemplo, tintos e rosês representaram apenas 26% e 3% da produção em litros, respectivamente. Também destacam-se por serem vinhos jovens.
"Há outras regiões vitícolas com vinhos leves (pouco alcoólicos) e frescos (boa acidez). Outras se destacam pelo aroma dos vinhos, frutados ou florais. Mas a Região dos Vinhos Verdes é única por associar leveza e frescor aos aromas frutados", explica Bruno.
Tais características típicas resultam, por um lado, das características do solo e do clima da Região e, por outro, das peculiaridades de suas castas (variedades de uva) autóctones e formas de cultivo da vinha.
Com baixo teor alcoólico, os vinhos verdes são fáceis de beber e funcionam muito bem como aperitivos ou em harmonização com refeições leves, a exemplo de saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos do tipo.
Peculiaridades
Segundo Bruno, castas autóctones são aquelas que, ao longo dos séculos, foram se adaptando ao terroir da região (solo, clima, relevo etc). "Por isso, são consideram naturais do local, fazendo parte do seu patrimônio vegetativo e biológico", complementa.
"A Região dos Vinhos Verdes têm castas exclusivas como Alvarinho, Loureiro, Azal e Avesso (castas brancas), Vinhão, Padeiro e Espadeiro (castas tintas)", ressalta o enólogo.
Em relação às características naturais da região, o enólogo destaca o solo de profundidade baixa e textura arenosa a franco-arenosa, com acidez moderada a elevada.
Já o clima é frio e chuvoso no inverno e quente e seco no verão, com temperaturas amenas e sem grandes amplitudes térmicas.
O inverno traz ainda nebulosidade acentuada e grande umidade atmosférica. A região é recortada por vales de rios que constituem uma rede de penetração dos ventos oceânicos.
Consumo
Para Bruno, eventos como o encontro da próxima semana, em Fortaleza, são fundamentais para levar o vinho verde até os consumidores finais.
"É fundamental divulgar esse vinho único, de características muito refrescantes e, por isso, muito apropriado ao clima quente do Brasil, em particular do Ceará. O País é um mercado em crescimento e muito promissor", analisa o enólogo.
Nesse sentido, a CVRVV já desenvolve um trabalho interessante, com site bastante rico em informações. Lá é possível encontrar informações sobre a história da região, as tecnologias utilizadas e o enoturismo, entre outros assuntos.
Também há mecanismo de busca de marcas, uma loja virtual, receitas para harmonizações perfeitas, fotos, glossário e até uma biblioteca online.
Agora não vale mais fazer cara confusa quando passar por um vinho verde nas prateleiras. Afinal, eles vieram para ficar.
Serviço
Seminário e Prova de Vinhos Verdes. Dia 24/10, das 10h às 13h30, no Gran Marquise Hotel (Av. Beira Mar, 3980, Mucuripe). Com Paulo Elias, fundador da ABS-Fortaleza e Bruno Almeida, enólogo da Comissão dos Vinhos Verdes. Somente para convidados e profissionais do setor. Contato: (85) 4006-5000. Para mais informações, acesse
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Na próxima segunda-feira, Fortaleza recebe mais um evento de vinhos. Dessa vez, o tema é menos conhecido e bem-vindo. Afinal, mesmo já presentes nas prateleiras locais, os vinhos verdes ainda confundem parte dos consumidores quanto ao seu diferencial.
O encontro, promovido pela Comissão de Viticultores da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), reunirá 11 produtores da região no Gran Marquise Hotel, das 10 horas à 13h30. Uma apresentação com prova comentada será conduzida pelo palestrante Paulo Elias, fundador da Associação Brasileira de Sommeliers-Fortaleza (ABS) e por Bruno Almeida, enólogo da Comissão dos Vinhos Verdes. Em seguida, acontece uma prova aberta e um almoço. Aproveitando o gancho, o C&B resolveu saber mais sobre esse tipo de vinho, com a ajuda de Bruno Almeida. Pra começo de conversa, não, eles não são verdes.
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ADRIANA MARTINS
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