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16.09.11

À mesa com Monet: Arte e gastronomia

Publicado por Administrator

A Gastronomia é ciência e acima de tudo arte. O livro " À Mesa com Monet" é um ótimo início para se obter uma leve sofisticação, do serviço aos sabores



Os "chefs" que não gostam do popular, que me perdoem. Hoje saio do nosso velho e bom "São Sebastião" para a Giverny, pequena cidade francesa que abrigou o pintor impressionista Claude Monet, seus jardins, suas obras de arte nas telas, e sua cozinha, da qual saíam preparações culinárias para os mais diversos tipos de recepções. Leve, "chic", sofisticado e, acima de tudo, despretensioso.

Além dos jardins com muitas flores, folhagens e lago, que foram eternizados em suas telas, Monet também tinha um espaço para uma bela horta e ainda mais, cadernos de receitas que demonstraram sua elegância, refinamento e aconchego à uma boa mesa.

No livro"À Mesa com Monet", que ganhei de um médico amigo, pude ver que a harmonia das telas foi muitas vezes transportada para as preparações culinárias da cozinha do famoso pintor.

Bom de garfo e exigente à mesa, em sua casa só entravam os cogumelos mais frescos, o foies gras da Alsácia (terra da Chef Marie Anne Bauer), e as trufas de Périgord, os melhores peixes de seus tanques e os legumes do dia. Ele amava uma cozinha simples, saborosa burguesa, mas que sem saudosismos mostrava as novidades e exotismos das especiarias conquistadas através dos oceanos.

Da cozinha saiam, principalmente, almoços para convidados como Renoir, Pissarro e também para seus familiares, que em qualquer oportunidade festejavam o momento. Era final do século XIX e início do século XX, onde o novo século trazia muitas questões e novas descobertas. Assim servia-se Galettes de queijo, Charlotes de Damascos, Patos em várias versões, entre outras delícias.

Uma questão interessante é que Claude Monet não "pegava nas panelas", mas sabia sim o que queria provar e como seria servido, visto que comer bem para ele foi hábito a vida inteira. Qualidade, a palavra é "chave", era o que importava para o artista que desde de sua época no Havre já se deliciava com a cozinha de sua mãe e que com a ida para Giverny, em 1883, já com Alice, sua segunda mulher, pode dar forma a uma mesa totalmente ao seu estilo.

A obra traz as receitas primorosas, tanto para as grandes refeições, como para o Chá da Tarde, além dos dias especiais como Natal. Fotos belíssimas de uma mesa com serviço perfeito, faqueiros, e louças, refinados, sem afetação.

Recomendo o livro que nos faz mais sensíveis e mais ligados em uma cozinha de primeira qualidade e com um sabor regional. O prefácio é do mestre Joel Robuchon, premiado chef francês, e tem como nota texto do Chef Calude Lapeyre, que adapta as receitas para a felicidade dos brasileiros. Taí uma dica sofisticada, leve e saborosa.

Livro
Cozinha com arte

À Mesa com Monet
Editora: Sextante
Autor: Claire Joyes
Tradução: Maria Cecília D´egmont e Ana Maria Sarda
Número de páginas: 192
Preço sugerido: R$ 49,90


Rodízio
Atenção ao cliente

Nosso espaço é também tribuna para nossos leitores. Por isso, me sinto na obrigação de falar sobre rodízios de carnes. As casas que trabalham com esse sistema não podem deixar a qualidade dos acompanhamentos cair. Tudo tem que ser bem fresco. Ostras, então, nem pensar em servir se estiverem "passadas". As saladas tem que ser do dia e se o serviço for à noite, têm que ser trocadas e não complementadas. A permanência das pessoas à mesa não deve ser controlada. O que torna inimaginável ter o serviço de pratos e talheres retirados para que comensais não mais se sirvam e façam a mesa "girar". O serviço de rodízio nascido no Brasil não é self-service, onde de fato, deve-se comer e sair. Um rodízio de carne nobres deve ser servido com calma e com a atenção de um restaurante à La Carte. Os amigos garçons têm que ser orientados e os Chefs de Salão e proprietários precisam estar atentos para receber e tratar bem a todos.


Folhados

Delicada massa

Uma das figuras mais simpáticas da área da gastronomia em Fortaleza e que serve um produto muito utilizado por todos os que fazem cozinha é a Sra. Eloíde Fernandes Barros, representante da Arosa, que tem entre seus produtos a famosa e delicada massa "fillo", um espécie de folheada mais fina, e que sendo uma criação árabe é consumida na doceria de toda a Europa, principalmente, nos países que tiveram dominação dos mouros. Arosa tem também folhada para "croissants", assim como "vol au vent" prontos para serem recheados. Os recheios também são especiais e vendidos separadamente. O contato pode ser feito pelo telefone: (85) 3239.3311


Por Leo Gondim

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Opinião

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